bom, ao chegarem ao hospital souberam que era para cuidar do enterro da minha bebê. Eu estava bem, e ainda me recuperava da anestesia. Fui levada para um quarto, minha maior preocupação (eu não queria dividir o quarto com nenhuma mãe que tivesse seu bebê do lado) mas graças a Deus havia uma enfermaria para casos com o meu.
Bom, como havia tomado anestesia não pudia levantar a cabeça, em mesma situação tinha mais duas companheiras de quarto... e mais duas que estavam se recuperando de outros procedimentos. Comecei a sentir minhas pernas e uma hora da manhã fui autorizada a levantar. Foi uma noite bem dificil, minha cabeça fervia, queria saber noticias dos meus pais e meu marido, queria saber o que ia acontecer com minha bebê. Apesar que uma enfermeira me explicou: se tivesse mais de 500 gramas, haveria enterro. Queria saber o que a contecia. Finalmente amanheceu.
Não via a hora de falar com o médico e receber minha alta. Ele chegou e começou a liberar minhas companheiras, eramos em 05 no quarto... e ele liberou apenas 3. Eu e a Sebastiana continuarimos ali. Bom, só que nossas amigas tiveram que esperar até a hora da visita para poderem sair. Conclusão, o tempo passou rapido fcamos conversando e trocando experiencia.
Chega a hora da visita e eu descubro que porta era aquela que tinha do lado do meu quarto.. era justamente por lá que entravam as vizitas. Vi meu marido passando e gritei por ele (como ele não sabia aonde eu estava ia no pre parto que foi onde havia me visto da ultima vez).. ele voltou. Nossa, como foi bom ve-lo. Ele estava visivelmente cansado e abalado. Me contou, sem muitos detalhes o que havia acontecido. Disse tudo o que teve de fazer pra poder enterranar nossa filha, foi ao IML, delegacia, precisou de autorização no cemitério.. Mas o que não saia da cabeça dele era ter visto nossa filha em um caixão lá no IML. Tenho certeza que essa imagem jamais saira da cabeça dele. Só que ele me poupava dos destalhes. Bom, ele desceu para que meus pais subissem, quanta alegria. Coitados, estavam preocupados e com muito medo de me perder. Como eu já sabia sobre os procedimentos adotados aproveitei meu pai e perguntei tudo o que queria saber. Ele é como eu e junto da minha mãe me contaram tudo. Desde o IML até o cemitério.. e de como foi doido o enterro da minha PRINCESA. Acabou a visita. Mais uma tarde, noite e madrugada.. TORTURANTE!!! E eu que sempre amei criança, não estava suportando todo aquele clima de felcidade das outras mães. Chorava pedindo minha filha, mas Deus confortava meu coração mas não me trouxe ela.
E por falar em DEUS, tive e tenho e sempre terei de perdir perdão pra Ele, nossa, como fui mal criada.. fiquei revoltada e não queria saber Dele. Porem, Ele é soberano e misericordioso.. e mesmo durante minha revolta me consolava... caso contrario acho que teria morrido. E COMO EU PEDI PRA MORRER!!!
Conheci uma mãezinha e seu bebe.. ela perguntou pelo meu.. e foi aquele climão.. mas Deus usou a boca dela.. pq ela havia perdido um bebe com 4 meses de gestação e agora estava ali com seu trofeu, se ela pôde eu tambem poderei.
Amanheu, volta o médico e a melhor noticia: ALTA!!!
Hora da visita, minha mãe e meu marido vieram me resgatar.
Hora de agradecer ao enfermeiro que Deus enviou como um anjo e cuidou de mim no pré parto o AMARO (ele me deu banho e me viu como meu marido nunca viu...rs no meio de tanta desgraça alguns motivos de risos), e a faxineira que me deu muito apoio e carinho.
Bom, lá estava eu saindo de uma maternidade sem meu bebe.. e mais vazia do que quando entrei... quando entrei sabia que havia algo errado, quando sai nem mais essa certeza que eu tinha. TUDO HAVIA SE CONSUMADO!
Primeira parada o cemitério, foi de muito contra gosto que meu marido me levou.. mas levou. Meu Deus eu esperava ver minha filha em um berço e vi o tumulo. Quanta dor, ali foi o final... eu sempre mesmo sabendo que o coração dela não batia esperava um milagre (na hora do parto queria ouvir o choro dela) só um milagre mesmo.. e ali no cemiterio era o ponto final de tudo. Chorei debruçada naquele monumento que guardava minha filha, pedia por ela, chamava por ela.. queria entrar ali e ficar lá pra sempre. Não me importava a dor daqueles que eu iria deixar. Só minha dor importava.
Fomos para casa, eu estava inconsolavel.. e mais uma etapa.. as roupinhas. Abri meu guarda roupa e me deparei com as coisinhas dela.. peguei todas, chorei abraçada a elas... continuo
Bom, como havia tomado anestesia não pudia levantar a cabeça, em mesma situação tinha mais duas companheiras de quarto... e mais duas que estavam se recuperando de outros procedimentos. Comecei a sentir minhas pernas e uma hora da manhã fui autorizada a levantar. Foi uma noite bem dificil, minha cabeça fervia, queria saber noticias dos meus pais e meu marido, queria saber o que ia acontecer com minha bebê. Apesar que uma enfermeira me explicou: se tivesse mais de 500 gramas, haveria enterro. Queria saber o que a contecia. Finalmente amanheceu.
Não via a hora de falar com o médico e receber minha alta. Ele chegou e começou a liberar minhas companheiras, eramos em 05 no quarto... e ele liberou apenas 3. Eu e a Sebastiana continuarimos ali. Bom, só que nossas amigas tiveram que esperar até a hora da visita para poderem sair. Conclusão, o tempo passou rapido fcamos conversando e trocando experiencia.
Chega a hora da visita e eu descubro que porta era aquela que tinha do lado do meu quarto.. era justamente por lá que entravam as vizitas. Vi meu marido passando e gritei por ele (como ele não sabia aonde eu estava ia no pre parto que foi onde havia me visto da ultima vez).. ele voltou. Nossa, como foi bom ve-lo. Ele estava visivelmente cansado e abalado. Me contou, sem muitos detalhes o que havia acontecido. Disse tudo o que teve de fazer pra poder enterranar nossa filha, foi ao IML, delegacia, precisou de autorização no cemitério.. Mas o que não saia da cabeça dele era ter visto nossa filha em um caixão lá no IML. Tenho certeza que essa imagem jamais saira da cabeça dele. Só que ele me poupava dos destalhes. Bom, ele desceu para que meus pais subissem, quanta alegria. Coitados, estavam preocupados e com muito medo de me perder. Como eu já sabia sobre os procedimentos adotados aproveitei meu pai e perguntei tudo o que queria saber. Ele é como eu e junto da minha mãe me contaram tudo. Desde o IML até o cemitério.. e de como foi doido o enterro da minha PRINCESA. Acabou a visita. Mais uma tarde, noite e madrugada.. TORTURANTE!!! E eu que sempre amei criança, não estava suportando todo aquele clima de felcidade das outras mães. Chorava pedindo minha filha, mas Deus confortava meu coração mas não me trouxe ela.
E por falar em DEUS, tive e tenho e sempre terei de perdir perdão pra Ele, nossa, como fui mal criada.. fiquei revoltada e não queria saber Dele. Porem, Ele é soberano e misericordioso.. e mesmo durante minha revolta me consolava... caso contrario acho que teria morrido. E COMO EU PEDI PRA MORRER!!!
Conheci uma mãezinha e seu bebe.. ela perguntou pelo meu.. e foi aquele climão.. mas Deus usou a boca dela.. pq ela havia perdido um bebe com 4 meses de gestação e agora estava ali com seu trofeu, se ela pôde eu tambem poderei.
Amanheu, volta o médico e a melhor noticia: ALTA!!!
Hora da visita, minha mãe e meu marido vieram me resgatar.
Hora de agradecer ao enfermeiro que Deus enviou como um anjo e cuidou de mim no pré parto o AMARO (ele me deu banho e me viu como meu marido nunca viu...rs no meio de tanta desgraça alguns motivos de risos), e a faxineira que me deu muito apoio e carinho.
Bom, lá estava eu saindo de uma maternidade sem meu bebe.. e mais vazia do que quando entrei... quando entrei sabia que havia algo errado, quando sai nem mais essa certeza que eu tinha. TUDO HAVIA SE CONSUMADO!
Primeira parada o cemitério, foi de muito contra gosto que meu marido me levou.. mas levou. Meu Deus eu esperava ver minha filha em um berço e vi o tumulo. Quanta dor, ali foi o final... eu sempre mesmo sabendo que o coração dela não batia esperava um milagre (na hora do parto queria ouvir o choro dela) só um milagre mesmo.. e ali no cemiterio era o ponto final de tudo. Chorei debruçada naquele monumento que guardava minha filha, pedia por ela, chamava por ela.. queria entrar ali e ficar lá pra sempre. Não me importava a dor daqueles que eu iria deixar. Só minha dor importava.
Fomos para casa, eu estava inconsolavel.. e mais uma etapa.. as roupinhas. Abri meu guarda roupa e me deparei com as coisinhas dela.. peguei todas, chorei abraçada a elas... continuo


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